segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

DE 120 POEMAS



MEU AMOR
      tua loura magreza não me toca
      que afagarei teus pelos
      com o beijo primordial

Seguro a mão que tu seguras

daquele que me encontro fonte
fantasma lavado e céu.
Ó meu amor que se mistura
à carnadura do estro
às cores coxas do sensível

      Ó meu portátil amor

que se oferece
na aparente umidescência
da paragem suburbana.







NÃO TENDO CHEGADO AS FLORES

       De primavera, gozo o prazer
de dar-te a prévia rosa
queiramos ou não que desabroche
na mão da tua lâmina terna
e sem dizer o que devemos
ponho os olhos nos limites da estrada.
Quem assim te afague, ó meu amor
que ainda te amo como agora
folha da tua árvore querendo
ver-te como estrela
o mais de sobretodas as senhoras
olham de perto o incerto par.
Sejamos lógicos com estas grinaldas
de primavera que inventei sem peso
me apaixonei sem me aproximar.

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